Exame laboratorial

Pesquisa de estreptococo do grupo B

O estreptococo do grupo B é uma bactéria que pode habitar temporariamente intestino, vagina ou reto sem causar sintomas. Não é uma infeção sexualmente transmissível e um resultado positivo não significa falta de higiene. Na gravidez, a pesquisa perto do parto identifica quem pode beneficiar de antibiótico durante o trabalho de parto para reduzir infeção precoce no recém-nascido.

Colonização é comum e pode mudar com o tempo

A bactéria pode estar presente numa fase e ausente noutra. Por isso, uma cultura feita no início da gravidez não prevê tão bem a situação no parto e o rastreio é realizado numa janela final definida pelo protocolo. O resultado descreve colonização naquele momento; não diagnostica doença materna nem exige que parceiros sejam testados.

Estreptococo do grupo B é diferente do estreptococo do grupo A que causa algumas infeções da garganta. A maioria das pessoas colonizadas não tem sintomas. Corrimento, ardor ou odor devem ser investigados pelas suas próprias causas; tratar GBS encontrado incidentalmente não resolve necessariamente essas queixas.

A colheita inclui vagina e reto

Uma zaragatoa passa pela parte inferior da vagina e depois pela região retal, porque a combinação aumenta a deteção. Geralmente não é necessário espéculo e a colheita demora pouco. Alguns serviços permitem autocolheita depois de instrução. O laboratório usa cultura ou método validado e precisa de saber que se trata de rastreio obstétrico.

Habitualmente não é necessário jejum nem preparação interna. Evite duches e não use produtos vaginais além dos prescritos. Antibióticos recentes podem alterar o resultado e devem ser comunicados. Menstruação, rotura de membranas ou início de trabalho de parto exigem contacto com a equipa, que decide como agir sem atrasar cuidados.

O benefício principal vem do antibiótico durante o parto

Quando o resultado é positivo, administra-se antibiótico intravenoso no trabalho de parto, idealmente com antecedência suficiente, porque reduz a passagem da bactéria e a doença neonatal precoce. Tomar antibiótico oral semanas antes não elimina de forma duradoura a colonização e não substitui a profilaxia intraparto.

A escolha habitual pertence à família das penicilinas, mas alergias devem ser caracterizadas com precisão. Reação ligeira, anafilaxia e resultado desconhecido não conduzem à mesma alternativa; por vezes o laboratório testa sensibilidade. Informar cedo uma alergia permite planear o medicamento mais eficaz e evitar opções demasiado amplas.

Há situações em que o resultado da zaragatoa não decide

GBS identificado na urina durante a gravidez ou um bebé anterior com doença invasiva por GBS geralmente indica profilaxia no parto, independentemente de uma cultura posterior. Uma infeção urinária deve ser tratada durante a gravidez segundo contagem e sintomas, além do plano para o nascimento.

Se o estado é desconhecido quando começa o parto, semana gestacional, duração da rotura de membranas, febre e testes disponíveis orientam a decisão. Uma cesariana planeada antes do trabalho de parto e com membranas íntegras tem um contexto diferente. A equipa deve registar claramente resultado e indicação no processo e no plano de parto.

Resultado positivo não determina a via de parto

Colonização por GBS, isoladamente, não é indicação para indução nem cesariana. O objetivo é prevenção neonatal durante o parto. Também não impede amamentação ou contacto com o bebé. A neonatologia considera idade gestacional, sintomas do recém-nascido, febre materna e adequação da profilaxia para decidir observação ou avaliação adicional.

Nem todos os casos de doença neonatal são evitáveis, mas a profilaxia reduz substancialmente o risco de início precoce. Antibiótico durante o parto não previne todas as infeções de início tardio. Pais devem receber orientação sobre alimentação, temperatura, respiração e comportamento do recém-nascido sem transformar um resultado comum numa expectativa de doença.

O resultado deve acompanhar a grávida

Confirme onde está registado, leve-o para a maternidade e informe a equipa se o parto começar noutra unidade. Pergunte qual o plano em caso de rotura de águas, contrações ou alergia. Se o rastreio não foi feito ou ainda não chegou, não espere em casa por um resultado perante sinais de trabalho de parto.

Durante a gravidez, febre, redução de movimentos quando já são habitualmente sentidos, perda de líquido, hemorragia ou contrações prematuras exigem avaliação obstétrica. Estas situações não são resolvidas apenas pela zaragatoa. A pesquisa de GBS é uma peça preventiva do acompanhamento e não substitui a vigilância geral da gravidez.

Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes

GBS positivo é uma IST?

Não. É uma colonização comum do intestino e trato genital e não implica transmissão sexual.

Preciso de antibiótico logo que o teste é positivo?

Em regra, a prevenção é administrada durante o trabalho de parto, salvo outra infeção que necessite tratamento.

O teste positivo obriga a cesariana?

Não. Isoladamente, não altera a via de parto.

Tenho alergia à penicilina: há alternativa?

Sim. A opção depende do tipo de reação e, em alguns casos, da sensibilidade da bactéria.

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