O rastreio do cancro do colo do útero procura identificar infeção por HPV de alto risco ou alterações celulares antes de surgirem sintomas. A estratégia adequada depende da idade, dos antecedentes e do programa de rastreio aplicável.
Porque é importante?
A maioria dos casos de cancro do colo do útero está relacionada com infeção persistente por tipos de HPV de alto risco. Como a evolução das lesões pode ser lenta, o rastreio permite reconhecer alterações numa fase em que a vigilância e o tratamento são geralmente mais simples.
O rastreio destina-se a pessoas sem sintomas. Perdas de sangue anormais, dor ou outras queixas devem ser avaliadas em consulta, mesmo quando o rastreio está atualizado.
Que exames podem ser utilizados?
- Teste de HPV: pesquisa tipos virais associados a maior risco.
- Colpocitologia: analisa as células recolhidas do colo do útero.
- Colposcopia: observa o colo do útero com ampliação quando é necessário esclarecer um resultado.
- Biópsia: recolhe tecido para confirmar a natureza de uma alteração selecionada.
Nem todas as pessoas necessitam de todos estes exames. O percurso é definido de forma sequencial e individualizada.
Quando realizar o rastreio?
A idade de início, o intervalo e o teste preferencial dependem das recomendações em vigor e do histórico individual. Resultados anteriores alterados, imunossupressão ou tratamento cervical podem justificar um plano diferente. Leve os exames anteriores à consulta para evitar repetições desnecessárias.